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The power of three will set us free

por aurora, em 05.07.14

 

Título: Charmed

Criado por: Constance M. Burge

Ano: 1998-2006

Temporadas: 8

 

Mini-Resumo:

Charmed segue a história das irmãs Halliwell que, após a morte da sua avó, descobrem ser bruxas. Com os seus poderes, elas são as Charmed Ones, feiticeiras poderosas que devem lutar contra as forças do mal para cumprir o seu Destino.

 

Opinião:

Charmed entrou para a lista de séries longas das quais me tornei fã. Estas séries longas são, por norma, relativamente antigas e são protagonizadas por personagens femininas. É um padrão meu.

Na verdade, esta série foi uma das primeiras a centrar-se em múltiplas personagens femininas e também a representar bruxas. Como série pioneira, mantém ainda muitos admiradores que, claro, vão preferi-la em relação às séries mais recentes sobre feiticeiras. No meu caso, penso só ter assistido a uma outra série que lidava com o assunto e, sem sombra de dúvidas, Charmed ultrapassa-a.

 

Há vários factores que tornam esta série tão querida para mim. Primeiro, sou completamente a favor do girl power e preciso de vê-lo mais presente nos media.

A história apresenta-nos três mulheres distintas: Prue, Piper e Phoebe. A minha favorita era a Prue e acho que a saída da personagem prejudicou o show. 

A personagem sofreu uma grande transformação, desde a irmã mais velha que não era capaz de soltar-se dos deveres e obrigações, até à fotógrafa talentosa que seguia os seus instintos e sonhos. Tenho a certeza que se a estadia dela tivesse sido mais longa, Prue seria uma das Halliwell mais talentosas.

Com o desfecho trágico de Prudence, Piper passa a ser a irmã mais velha e o pilar da família. Também ela teve um desenvolvimento fantástico! Na temporada 1 encontramos uma Piper que tem medo de impor-se e na temporada 8 ela é uma mulher confiante e imensamente poderosa.

Por fim temos a Phoebe que parece muito irresponsável nas primeiras temporadas, mas que se torna numa pessoa extremamente carinhosa e que nunca desiste do amor.

A quarta irmã Halliwell que surge como substituição de Prue deixa muito a desejar. Eu gosto da Paige, mas ela não chega aos calcanhares da Prue...honestamente, grande parte das participações dela acabaram por deixar as irmãs em alhadas. Irritava-me que ela estivesse constantemente a tapar os ouvidos para os conselhos das mais velhas e a querer agir por conta própria. Além disso, penso que foi a personagem que menos cresceu.

 

O importante em Charmed eram os laços familiares e apesar de terem existido vários interesses amorosos, a relação entre as irmãs veio sempre em primeiro e foi o foco da série. 

Ainda no mesmo tópico, gostei bastante do facto destas três personagens serem sex positive girls. Detesto quando apresentam o estereótipo da protagonista santa e pura por contraste com a personagem que é sex active e, por isso, rebaixada pelos restantes personagens. Aqui não aconteceu isso, apesar das três terminarem com uma vida amorosa estável e darem muita importância ao amor.

 

O show não é perfeito, obviamente. Um dos problemas que me saltou mais à vista foi a falta de personagens de cor ou de outras etnias que, quando apareciam, eram geralmente retratados como vilões ou personagens secundárias com pouco tempo de ecrã.

Aconteceu várias vezes as entidades malignas serem de cor negra e a única representante do lado do bem era o Darryl, mas ele teve menos tempo de antena do que eu gostaria.

Uma das marcas distintivas entre os demónios e os heróis era a roupa. Se por um lado as irmãs gostavam de usar também elas indumentária provocante e de flirtar, apresentar todas as personagens femininas rivais como promíscuas foi contraproducente.

 

Houve uma personagem-problema chamada Cole que poderia colocar-me a escrever durante horas, mas não vou fazê-lo.

Cole Turner era metade humano, metade demónio e apaixonou-se por Phoebe com quem viveu uma tórrida história de amor. Ele passou toda a sua vida a conviver com outros demónios e criou uma reputação temível no submundo, mas quando o enviam para destruir as Charmed Ones, ele perde o foco.

O Cole é uma das minhas personagens masculinas favoritas e o actor desempenhou o papel na perfeição. O que o torna uma personagem-problema é o facto de ele poder ser associado com problemas bastante reais e, mesmo assim, ter recebido um tratamento que não passa uma mensagem minimamente esperançosa. 

Enquanto meio-humano, ele teve de lutar constantemente contra os impulsos demoníacos para poder estar com a Phoebe. Ele teve recaídas, deu dois passos à frente e três à retaguarda - isto é normal até nesses casos reais; porém, o fim que deram à personagem fez crer que não é possível mudar. Apesar de ele ser uma personagem altamente auto-destrutiva, eu gostava de tê-lo ver vencido a "doença" ou "vício" e conseguir integrar-se.

Há outra personagem que pertence ao lado demoníaco e quer tornar-se humana, esta por simples vontade. Ela é uma vidente, aparece em cerca de dois episódios e, quando está perto de saber o que é ser humano e ter sentimentos, é morta. O tratamento que lhe deram foi igualmente frustrante.

 

À parte dos pontos negativos indicados, considero-a uma série de culto e recomendo a toda a gente. É comovente, envolvente e, apesar de ter sido iniciada em 1998, não é difícil continuar a apreciá-la nos dias de hoje.

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