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Fire walk with me

por aurora, em 22.12.14

 

Título: Twin Peaks

Criado por: David Lynch & Mark Frost

Ano: 1990-1991

Temporadas: 2

 

Mini-Resumo:

Laura Palmer apareceu morta ao pé da praia e ninguém sabe quem é o culpado. A partir do mistério do seu assassinato, descobrimos a pequena cidade de Twin Peaks, onde acontecem as coisas mais bizarras.

 

Opinião:

Ah, o que dizer? Para começar, até parece mal ter levado tanto tempo até organizar este post (apesar de ter feito um semelhante há alguns anos) e parece ainda pior não ter revisto a série antes de escrevê-lo.

Aviso: foi realmente há muito tempo que eu assisti a Twin Peaks; perdoem-me por qualquer incoerência ou se a opinião ficar muito reduzida.

 

Esta série não é - perdoem o trocadilho - a chávena de chá de toda a gente. 

Para mim foi um deleite, pois eu gosto de histórias estranhas que extrapolem os limites entre o real e o sonho. David Lynch tem um toquezinho mágico no que diz respeito a isso, então, se decidirem ver a série eu peço-vos que vão com uma mente aberta.

Não procurem senso em todos os cantos e não se incomodem, porque sem senso a coisa fica mais divertida.

 

O que mais? Eu realmente não sei o que dizer. Há mistério para quem gosta, há a parte psicológica e, salvo raras excepções como o James, há boas personagens. Tem um final bastante amargo que, dizem as más línguas, foi um gesto meio enraivecido do Lynch se vingar do que fizeram com episódios anteriores. Não sei se sim, nem se não, mas sei que podia ter gostado mais de certas partes desse final.

De qualquer maneira, aconselho também a verem o filme e, por favor, leiam o diário da Laura. É maravilhoso. Ainda estou à espera que se lembrem dos vinte e cinco anos e façam outra temporada. 

Eu sou uma pessoa com fé.

 

 

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I felt your heart beat

por aurora, em 13.07.14

 

Título: Angel The Series

Criado por: Joss Whedon & David Greenwalt

Ano: 1999-2004

Temporadas: 5

 

Mini-Resumo:

Angel é um vampiro amaldiçoado por ciganos que lhe restauraram a alma. Condenado a passar a eternidade, recordando os seus tempos de crueldade e massacres, ele tenta redimir-se ao ajudar os indefesos. 

Ao mesmo tempo que combate os demónios das ruas, Angel é obrigado a combater os seus próprios demónios. 

 

Opinião:

Comecei a ver esta spinoff logo depois que acabei Buffy The Vampire Slayer. Tem uma temática mais dark e termina de uma forma mais disfórica, mas não deixa de nos presentear com personagens fortes, um elenco brilhante e, tirando os erros ocasionais, uma plot fantástica.

 

Eu acho que um dos propósitos das duas séries era mostrar que o mundo não é a branco e preto. Aqui, estamos constantemente a ver-nos divididos entre odiar ou apoiar os vilões e os heróis erram como qualquer humano.

É uma série muito intensa, recheada de acção, com direito a sangue, violência e etc. As últimas temporadas apresentaram algumas decisões com as quais não concordei totalmente, mas, no geral, só posso dar-lhe uma apreciação positiva.

 

Adoro a Darla e a Dursilla, mas não gostei da plot que escolheram para a Darla e nunca cheguei a preocupar-me minimamente com o Connor. Honestamente, acho que a parte dele podia ser cortada do programa e ele foi sempre uma personagem muito irritante. Apesar de tudo o que ele passou, não consegui ligar-me emocionalmente e acho que ele só veio estragar tudo.

 

As escolhas são sempre difíceis de tomar e, por vezes, escolhemos o caminho errado. A história da Wolfram & Hart, juntamente com a da Jasmine foram das mais interessantes que já vi e é impossível não cairmos num espaço cinza quando tentamos julgar todos os componentes. Vale a pena sacrificar um para conceder a paz a milhões? Perguntas como estas surgiram com bastante frequência.

 

Penso que o motivo que me leva a ser uma fã dos trabalhos do Joss é o facto de serem sempre tão imprevisíveis, fugirem aos clichés e terem enredos tão originais.

Recomendo a toda a gente que gostar do sobrenatural. Já agora, fãs de Vampire Academy também são capazes de gostar tanto desta como da série mãe e o Joss Whedon de vez em quando dá uma de George R.R. Martin, no que toca à morte de personagens.

Assistam!

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Death is your gift

por aurora, em 11.07.14

 

Título: Buffy the Vampire Slayer

Criado por: Joss Whedon

Ano: 1997-2003

Temporadas: 7

 

Mini-Resumo:

Em cada geração, uma rapariga é escolhida para ser a caçadora de vampiros e outras criaturas do mal. Com a sua super-força, agilidade e os ensinamentos de um Watcher, ela tem por missão salvar o mundo.

 

Opinião:

Buffy é a minha heroína favorita e protagoniza a minha série favorita, tão simples quanto isso.

Eu sei que o Joss é um escritor de controvérsias e que muita gente não o aprecia a ele, nem aos seus trabalhos. Enquanto posso concordar que ele tem falhas de carácter, não há como negar que Buffy foi a série que marcou uma geração e abriu caminho para muitas do mesmo género.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que esta não é uma obra perfeita. Ao longo das temporadas explora-se a violência e existem conteúdos sexuais, o que pode chocar o espectador mais sensível. No entanto, a cena que eu não posso aprovar relaciona-se com uma tentativa de violação por parte de um dos personagens principais.

Não sou ingénua, sei que existe muito mal neste mundo e que não é necessário trazer o sobrenatural ao barulho para ver esse mal nas ruas. O que não posso compreender e nem perdoar é a adoração de uma personagem que assediou sexualmente outra. Gostava de ter visto menos glorificação e, apesar de ter gostado da plot romântica que surgiu depois, penso que essa cena foi perfeitamente desnecessária. O que ele fez, aos meus olhos, não teve perdão e não dá para explicar o facto da vítima ter desenvolvido sentimentos por ele.

 

Uma das personagens principais é homossexual e tem uma relação duradora que não é passada para segundo plano, de forma a não chocar ninguém. Isto é muito bom, porque gosto de ver todas as relações retratadas da mesma maneira. 

Incomodou-me um pouco o desfecho da relação, a entrada apressada da Kennedy e também a forma como a primeira relação da tal personagem foi totalmente esquecida. Não sei, preferia que ela se tivesse simplesmente assumido como bissexual, de forma a que a relação heterossexual não fosse tão ignorada.

 

Buffy é uma série forte e eu recomendo-a por pegar em tantos estereótipos e subvertê-los totalmente.

A protagonista é a jovem loira, pequenina e bonita que, geralmente, é uma das primeiras a ser morta em filmes de terror - contudo, ela é resistente, um exemplo a seguir e, principalmente, humana; é muito importante que os autores compreendam que as personagens, sobretudo as femininas, não devem ser limitadas a uma simples faceta. A Buffy mostra exactamente isso e é o tipo de protagonista que não está à espera do príncipe encantado para salvá-la.

Os sidekicks têm direito a backstory, são personagens complexas e também não seguem a plot mais previsível.

Está presente um número enorme de metáforas ao longo das temporadas que podem ser facilmente aplicadas à vida real. Os conflitos apresentados não se reduzem ao sobrenatural e, no geral, é bastante fácil identificarmo-nos com as personagens e compreendermos as situações a que são sujeitas.

Sem dúvida, uma óptima maneira de gastar as horas.

 

ps: eu devia classificar as séries, mas não consigo.

 

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